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Granjinha/Cando

e Vale de Anta... factos, estórias e história.

Granjinha/Cando

e Vale de Anta... factos, estórias e história.

A não perder !

31
Ago09

     

     Parabéns F.Ribeiro/Blog de Chaves!

 

      As imagens, valem muito mais do que mil...palavras!

      Diz-se como frase gasta...

      Não gastarei palavras, apenas uma sugestão ! 

     Uma entrada no hall do antigo Cineteatro, (Espaço Tamagani) para visitar a exposição de fotografia da autoria de F.Ribeiro - Blog de Chaves, para comemorar as 750.000 visitas do Blog. 

      Foi com emoção que verifiquei que fotografias da Granjinha, do céu de 7/07/2007 de Vale de Anta e da Abobeleira, lugares da freguesia de Vale de Anta, bem como um discurso de Tupamaro fazem parte do evento.

      Obrigado Fernando!

 

Festa do Cando - 15 de Agosto de 2009

16
Ago09

  

    Ontem, 15 de Agosto a gente do Cando festejou com fé o seu dia de festa - Nª Senhora da Lapa!

    Com algum atraso, trago aqui um lamiré do dia, pois contratempos vários, com a "máquina", ou aselhice minha, não me o permitiu mais cedo...

    Inicialmente estaria apenas previsto a missa cantada e a procissão com o andor da Srª da Lapa, resultado de promessas feitas com Fé!

    A festa seria a de "igreja"...

 

 

   Assim à missa e sermão marcada para as 11 horas, seguiu-se a procissão !

   Com forte presença da gente do Cando, da restante freguesia pouca  se vislumbrou...

   Tinha havido missa em Valdanta às 9 horas, o que não se compreende, pois havendo missa de Festa numa das aldeias, não se justifica missa na sede da freguesia, pois como é óbvio, quem vai à missa às 9 horas, não vai repetir às 11.

     Enfim, fiquemos por aqui...

   

 Procissão !

 


 

 

  Mas a humilde festa não se ficou por aqui, tudo culpa da carolice da Lúcia do Cando!

  Sozinha, resolveu meter mãos à obra, e de casa em casa, foi solicitando ajuda para o bailarico!

  Assim sem que nada o fizesse prever, nos últimos dias que antecederam a festa, conseguiu, angariar "meios", para abrilhantar a noite do dia 15 de Agosto no Cando, um acto que merece ser louvado pela sua coragem de meter mãos à obra, neste caso à "festa"...

  

    Preparativos !

 

  Actuação do Grupo "Necalopes e Liliana"...

 

 

  

   Bailarico animado, com muitos dançarinos de Valdanta!

 

  

 

  

  Vamos esperar, que no próximo ano, continue a carolice para fomentar o convívio e manter a tradição!!!

 

Palavras de ontem...no tempo presente!

10
Ago09

 


 

 

 

GRANJINHA, “a Ilha dos Lagartos

 

 

À entrada de Chaves, quem desce o Outeiro Jusão, vê, à sua esquerda, um monte onde sobressai uma velha cabina transformadora de luz eléctrica, sita na quinta da D. Rita.

Depois da recta já se percebe a contra – encosta desse monte, com declínio muito suave e com arborização mais verdejante e cuidada, através da qual se nota a espreitadela de algumas casas.

É a “ Ilha dos Lagartos “!

Do centro da cidade de Chaves dista uns escassos 4 kms.

Acessos tem muitos, mas... só para carros de bois.

O limite da cidade fica bem pertinho, aí a 1 km., o Bairro das Casas – dos - Montes.

Até aqui chegam os telefones e a luz eléctrica. Para a “ ilha “... parece estar estabelecida no Monte da Forca uma barreira à civilização.

Mas que importa isso se se trata de uma “ ilha “, - da “ Ilha dos Lagartos “?

Importa, sim!

A “ Ilha dos Lagartos “ é habitada!

Lá existem homens, mulheres e crianças.

Essa “ ilha “ é um verdadeiro jardim.

Lindos quintais, bem cuidados, bosques viçosos, água boa como não há pelos arredores.

Outrora, os encantos e ares dessa “ ilha “ eram apreciados pelas « pessoas da cidade ».

Ainda me recordo de ver subir « as carvalhas » o sr. Zé Valtelhas.....

Beber a água da “ pipa”, encher os pulmões com aqueles ares, saborear todo o prazer do perfume emanado da natureza e deleitar a vista pela beleza da “ Veiga “ ou dos campos de chamiça e carqueja era o que levava, outrora, a “ gente da cidade “ a visitar a “ ilha “.

         Além desses motivos naturais de interesse tem a “ ilha “ ainda outros para os que se interessam pela arqueologia: a capela de S. Sebastião, em granito, com esfinges à entrada e, a desenharem o arco, animais e ramos de árvores em relevo.

A “ ilha “ é minada.

Apareceram muitos vestígios de outras civilizações, tais como artigos de cerâmica.

Os “ ilhéus “ de mais idade podem comprová-lo.

Os arqueólogos talvez tivessem nessa “ ilha “ uma fonte de riqueza de investigação e achados.

Para aqueles que desejam o silêncio, que necessitam de desintoxicar-se do ambiente das cidades, dos ruídos das fábricas e dos escritórios, tem a “ ilha “ esse maravilhoso sossego.

Passem pelo Vale Côvo, a Sobreira, o Vale Coelho, o Vale da Cabra, a «aberta da tia Aurora», a Lameira ou a Ribeira.

Mas a “ ilha “ está esquecida !

Esquecida porque ainda não abriram uma estrada para lá.

É a falta dessa estrada que condena esse rincão a uma incógnita desmerecida.

Do Matadouro, da Ribeira ou das Casas- dos –Montes à “ ilha “ pouco mais será que 1 km..

Circundando a “ ilha “, passando pelo Matadouro e a Ribeira passa a E.N. Chaves – Braga.

Quanto não representa esse quilómetro na «vida» desse lugarejo!

Negam-lho, e a “ ilha “ vai morrendo.

E é muito triste ver acabar as coisas belas!...

Há quatro séculos abrimos rotas para as Índias e as Américas; abrimos as “ picadas “ nos sertões de África!

E já no limiar do século XXI não rasgamos uma estrada de 1 km. Para melhorarmos os caminhos que vão dar á nossa porta!

Ah! Bom Velho do Restelo!

Se soubesses, gostarias, por certo, de vir morrer a esta “ Ilha dos Lagartos “, a esta aldeia esquecida que foi “ Quinta dos Mouros “, gostarias de te despedir da vida neste pedacinho de céu que é a GRANJINHA!

 

 

Porto, 5 de Abril de 1970

Luís da Granjinha”

Luís Fernandes

 

                                                                                                                          de "A Minha Aldeia" - 2008

                                                                                                                                   Luís da Granjinha

"Altar Romano" - Capela da Granginha

05
Ago09

     

 

 

 

         Já reparei que "ninguém" veio visitar a Ara !!!
    Assim, com a ajuda das "Fontes epigráficas da Gallaecia" de António Rodrigues Colmenero  "desvendo" a sua leitura!



    Tutelae
    municip(ii)
    Aquiflavi
    ensium
    M(arcus) Ulpius Sa
    turninus
    ex voto.


     Marco Úlpio Saturnino fez esta dedicatória à Tutela do Município dos Aquiflavienses.

      

     Nota: António Colmenero considera, que com esta descoberta conta-se como mais uma testemunha da municipalidade de Aquae Flaviae em época romana.